#saúdemental
#autocompaixão
#confiança
#autocrítica
A avaliação que fazemos de nós próprios é baseada na comparação e na necessidade de sermos os melhores. Mas esta avaliação acarreta sofrimento, fomenta a voz crítica, o ego e quando erramos também é mais difícil assumir isso, projetando a culpa nos outros. Gera-se então um ciclo de autocrítica, vergonha, perda de confiança e, consequentemente, pode aumentar os níveis de ansiedade e depressão. A autocompaixão surge como uma resposta adaptativa à autocrítica, pois em vez de nos perdermos em julgamentos, assumimos uma relação amigável connosco, o que nos possibilita transformar situações complicadas em oportunidades para evoluir. Os estudos mostram que a autocompaixão é uma prática poderosa que nos permite abraçar a nossa humanidade, lidar com as nossas falhas de forma mais saudável e construir uma vida mais plena e satisfatória.
O que é a autocompaixão?
A autocompaixão é tratar-se da mesma maneira que trataria uma/um amiga/o que se encontre em dificuldades, mesmo que essa pessoa tenha cometido um grande erro ou esteja a sentir-se inadequada/o ou a enfrentar um desafio difícil na vida. A autocompaixão permite sermos um aliado interno em vez de um inimigo e substituir a voz crítica por uma voz amável.
Para conseguirmos praticar a autocompaixão, temos de ter em consideração três elementos essenciais:
Bondade consigo mesma/o – quando cometemos falhas é mais provável existir autocrítica do que compreensão. Somos muito mais bondosos e compreensivos para os outros, do que para nós. A bondade consigo mesma/o diminui a autocrítica e oferece aceitação, apoio e cordialidade, mesmo quando se sente inadequada/o. Permite ser tão atenciosa/o consigo, como é com os outros, reconfortando-se ativamente.
Humanidade comum - permite reconhecer que todos os humanos são uma obra em construção e que todos falham, cometem erros e passam por dificuldades na vida. Quando temos isto em conta, cada momento de sofrimento é transformado num momento de conexão com os outros e evita o isolamento. Não podemos evitar o sofrimento, todos nós sofremos e a experiência básica do sofrimento humano é a mesma. Aquilo que eu posso estar a passar e a sentir, é algo que outra pessoa já possa ter sentido.
Mindfulness – significa abertura para o momento presente, ser consciente de todos os pensamentos, emoções, sensações, julgamentos sem que lhes resista ou que os evite. Esta abertura permite reconhecer e aceitar a dor, em vez de fugir, respondendo com amor e gentileza. Por outro lado, também evita que seja absorvido pelos seus pensamentos, sentimentos e que intensifique a experiência, por exemplo: “Eu desiludi” passa para “Eu sou sempre uma desilusão”. Quando observamos a nossa dor, somos capazes de reconhecer o nosso sofrimento sem exagerá-lo, assumindo uma perspectiva mais objetiva sobre nós mesmos e sobre as nossas vidas.
Se deseja colocar a autocompaixão em prática, saiba mais AQUI.
Se se identifica com este texto ou sente que não está bem, procure ajuda psicológica.
A sua saúde mental vale ouro ✨ Não a desvalorize.